Artigo: “Reflexão de fim de ano e as mudanças decorrentes”, por Letícia Ribeiro Vilarins

Letícia Ribeiro Vilarins, psicóloga

Com o fim do ano, ficamos reflexivos com as nossas conquistas, as metas alcançadas, o que conseguimos viver, quem perdemos e quem está conosco até aqui. Também planejamos as próximas mudanças em que realizaremos no próximo ano, e algumas delas, mesmo planejadas e esperadas, nos causam um certo, frio na barriga.

De acordo com Guilhardi (1998) uma das coisas mais difíceis para o ser humano é a mudança, principalmente aquela da qual ele não tem controle, chamando assim de “resistência a mudanças”. E por muitas vezes resistimos a essas mudanças por conta do apego as coisas que já temos, a vida que já levamos e a como interpretamos a nossa realidade. Essas dificuldades podem acabar gerando um desconforto que se, não dado determinada importância, pode se tornar maior.

Levando em consideração as dificuldades de não ter controle sobre as mudanças (sejam elas, agradáveis ou não) temos que pensar que podem existir saídas para lidar com isso, conversar com alguém próximo, buscar atividades que sejam agradáveis, para que o incomodo não se torne aversivo o bastante para atrapalhar a vida pessoa, profissional e interpessoal.

Temos como exemplo a própria pandemia, fomos obrigados a mudar, a se isolar e ficar longe de quem amamos e queremos bem, e em alguns momentos passaremos por situações parecidas, onde não teremos controle, entretanto, teremos opções de como reagir a isso.

Neste período de pandemia o índice de suicídio aumentou gradativamente, por conta angústia e sentimento de impotência por não conseguir mudar o que estava instalado, e não podemos descartar ou impossibilitar que isso aconteça em outras situações parecidas. Com isso a melhor e mais eficaz escolha nessas situações, é buscar ajuda para que consiga encontrar um caminho confortável para seguir, mesmo em meio aos incômodos das mudanças.

No ambiente policial é comum que ocorram mudanças, essas esperadas, almejadas e/ou não, e por muitas vezes não saberemos lidar com elas, desta forma, é importante que tenha apoio familiar, auxílio psicológico e consciência de que podemos nos adaptar e fazer daquilo o nosso novo presente.

É importante ressaltar que não existem soluções magicas, como dividir a inflexibilidade com a bebida e/ou outras práticas, assim como Guilhardi, (1998), trouxe que, mesmo que a vida em algumas situações não esteja de acordo com o que queremos, buscar soluções magicas para solucionar as questões cotidianas que temos dificuldades, não serão favoráveis à nossa saúde.

Desta forma, sugiro que para o próximo ano, as mudanças e dificuldades sejam vistas de forma mais flexíveis, compreendendo que podemos nos adaptar em novos ambientes, que necessitamos de apoio familiar e em muitas ocasiões, auxílio psicológico, para aprendermos a lidar com o novo, afinal, vem aí um novo ano.
Referência utilizada para auxiliar na produção do tema:
Guilhardi, H.J. (1998). A resistência do cliente a mudanças.

Letícia Ribeiro Vilarins, Psicóloga CRP 24/3450,
Especialista em Psicoterapia Analítico-comportamental;
Especializanda em Terapias Contextuais ACT & FAP;
Psicóloga Clínica;
Psicóloga Social ABMARI – Associação de Bombeiros Militar de Ariquemes (Bombeiro Militar Mirim do 5° GBM);
Docente do Ensino Superior.
Contato: (69)9.8464-9072

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